sábado, 21 de fevereiro de 2009

Jabor não esqueçe da Bahia

Colunista em crise não consegue voltar das férias

Não consigo ir embora da Bahia. Acabaram minhas férias e continuo aqui. Mesmo que eu viaje depois do Carnaval, levarei a Bahia comigo.

Não se trata de louvá-la; quero entendê-la, não com a cabeça, mas com o corpo, com as mãos, com o nariz, entender como um cego apalpa um objeto, entender por que este lugar é tão fortemente estruturado em sua aparente dispersão.

Aí, descubro que, ao contrário, a Bahia me ajuda a "me" entender. Não sou eu quem olha; a Bahia é que me olha de fora, inteira, sólida, secular, a paisagem me olha e fica patente minha alienação de carioca-paulista, fica evidente meu isolamento diante da vida, eu, essa estranha coisa aflita que está sempre entre um instante e outro, sem nunca ser calmo, inconsciente e feliz como um animal.

Na Bahia, vejo-me neurótico, obsessivo, sempre em dúvida, ansioso. Gostaria de estar na Praia de Buraquinho, quieto, dentro do mar, como um peixe, como parte da geografia e não fora dela. Ninguém aqui se observa vivendo.

Salvador não é uma "cidade partida" como é o Rio, nem a cidade que expele seus escravos, como São Paulo, que um dia será castigada, estrangulada por sua periferia.

Aqui, de alguma forma misteriosa, os pobres e negros, mesmo sem posses, são donos da cidade. A cultura africana que chegou nos navios negreiros, entre fezes e sangue, parece ter encontrado a região ideal neste promontório boiando sobre o mar, batido de um vento geral, para fundar uma cidade erótica e religiosa, plantada nos cinco sentidos, fluindo do corpo e da terra.

Os casarios subiram os montes, desceram em vales por necessidade dos colonos e dos escravos do passado, o espaço urbano foi desenhado pelo desejo dos homens. A Bahia foi o lugar perfeito para a África chegar.

Tudo se sincretiza, natureza e cultura. Espírito e matéria se unem como um bloco só, amores e vinganças fluem no sangue dos galos e dos bodes, esperanças queimam nas velas de sete dias, todas as coisas se amontoam num grande procedimento barroco de não deixar vazio algum, nada que sobre, que fique fora, nada que isole matéria e gente.

Os deuses não estão no Olimpo; são terrenos e florestais, estão na rua, no dendê, dentro da planta. Consciência e realidade não se dividem, o povo e o mundo são a mesma coisa, e isso aplaca as neuroses, as alienações das megacidades, onde o homem é um pobre diabo perdido no meio dos viadutos.

Como nas fotos do Mário Cravo Neto, tudo se une em um só bloco: o alvo pato e a mão negra, a mulher nua e a pedra, o nadador, o sol e a água, as frutas, os cestos e as bocas, as plantas e os pés, os búzios e os segredos, os santos e os orixás, as mãos e o tambor, a fome e a carne, o sexo e a comida.

Tenho uma espécie de inveja e saudade desta cultura integrada, dessa sociedade secreta que vejo nos olhares das pessoas falando entre si, uma língua muda que não entendo, tenho inveja da palpabilidade de suas vidas materiais, tenho inveja da grande tribo popular que adivinho nos becos e ladeiras, das pessoas que riem e dançam nas beiras de calçada, que se amam na beira-mar, tenho inveja desta cultura calma que vive no "presente", coisa que não temos mais nas "cidades partidas", sem passado e com um futuro que não cessa de não chegar. Nesta época maníaca e americana, que se esvai sem repouso, aqui há o ritmo do prazer, a "sábia preguiça solar" de que falou Oswald e que Caymmi professa.

A civilização que os escravos trouxeram criou esta "grande suavidade", este mistério sem transcendência, este cotidiano sem ansiedade, esta alegria sem meta, esta felicidade sem pressa.

Aqui a cultura vem antes da lei. Aqui o soldado na guarita é um negro com passado e orixás, dentro da roupa de soldado. O bombeiro, o vendedor, o pescador, o vagabundo se comunicam e existem antes das roupagens da sociedade. Até se travestem, se fantasiam de si mesmos nos horrendos resorts caretas da burguesia, mas não perdem a alma para o diabo, defendidos pela vigilância de seus Exus.

A sinistra modernidade tenta adquirir a Bahia, possuí-la, apropriar-se das praias, das ilhas, dos panoramas. Mas mesmo o progresso urbano e tecnológico aqui fica domado de certo modo pela cultura, que resiste a esses embates.

Os balneários turísticos aqui me parecem meio patéticos, meio Miami, na vivência luxuosa dos acarajés, camarões e uísques trazidos por serviçais iaôs e mordomos de cabeça feita. Aqui não se vêem os rostos torturados dos miseráveis do Rio e de São Paulo: a pobreza tem uma religião terrena costurando tudo. As festas do ano inteiro não são diversionistas, orgiásticas, para "divertir" - são para integrar.

As festas têm uma religiosidade pagã, sem sacrifícios, sem asceses torturadas de olhos virados para o céu. Nada sobrou do barroco europeu sofrido; só prosperou o barroco gordo, pansexual, com as frutas, os anjinhos nus, os refolhos e os ouropéis invadindo o convulsivo barroco da contra-reforma, com as curvas carnavalescas nas igrejas cheias de cariátides peitudas, sexies, gostosas, como as mulatas do Pelourinho. Não é uma sociedade, mas um grande ritual em funcionamento.

O Brasil aflito, injusto, imundo, inóspito devia aspirar a ser Bahia.

Aqui dá para esquecer o jogo sujo do Congresso em Brasília, revelando a face oculta dos bandidos com imunidade, emporcalhando a democracia, aqui você não morre afogado na enchente da marginal Tietê, nem o Ronaldinho é assaltado com revólver na cabeça.

Não conheço lugar mais naturalmente democrático.

E, por isso, não consigo ir embora.

Vou comprar uma camiseta "NO stress" e ficar bebendo frappé de coco para sempre.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos.

Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito.

O menino se agasalhou e disse: -'Ok, papai, estou pronto. '
E seu pai perguntou: -'Pronto para quê?' -'Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. ' Seu pai respondeu: -'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. '

O menino olhou para o pai surpreso e perguntou: -'Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?' Seu pai respondeu: -'Filho, eu não vou sair nesse frio. ' Triste, o menino perguntou: -'Pai, eu posso ir? Por favor!' Seu pai hesitou por um momento e depois disse: -'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. ' -'Obrigado, pai!'

Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via. Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto.

Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu.

Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta. Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou acampainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda.

Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente: -'O que eu posso fazer por você, meu filho?'

Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse: -'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR. ' Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora. Ela o chamou e disse: -'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'

Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito.

Quando o culto começou ele perguntou: - 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?'

Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé.

Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.
- 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui.
Vocês sabem, antes do domingo passado eu não era cristã.
Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo.
No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver.
Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa.
Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço.
De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou.
Eu pensei: -'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. '
Eu esperei e esperei, mas a campainha era insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte.
Eu pensei: -'Quem neste mundo pode ser?
Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. '
Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta.
Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida.

O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês!

As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim: -'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. '

Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos. Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto.

Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!!

Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '

Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício,o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente. Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho...

Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozoindescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome. Bem aventurados são os olhos que vêem esta mensagem. Não deixe que ela se perca, leia-a de novo e passe-a adiante.

Lembre-se: a mensagem de Deus pode fazer a diferença na vida de alguém próximo a você. Não tenha medo ou vergonha de compartilhar esta mensagem maravilhosa.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Transliteração - Eduardo Cardoso

Quer ver seu nome transliterado em outros idiomas, como japonês, chinês, árabe, sânscrito, hieróglifos egípcios, cirílico, hebraico, grego, coreano, armênio, georgiano e outros?

Transliteração é a representação dos caracteres de um vocábulo por caracteres diferentes no correspondente vocábulo de outra língua.

Não é tradução!

Visite o site da fera

http://eduardo.cardoso.zip.net

É uma brincadeira interessante ver seu nome escrito em outro idioma.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

CURSO BÁSICO DE DESPORTO E LAZER - esse é prá fazer com amor

CURSO BÁSICO DE DESPORTO E LAZER















PROFESSORA ANA LÚCIA PEREIRA DAS NEVES
REGISTRO DO CREF - 002883-P/BA
FONE - (77) 3481-2856 OU (77) 9121-4053



PLANO DE CURSO
Metodologia
Para o melhor desenvolvimento deste curso serão propostas e/ou desenvolvidas para todos os professores da rede pública (PETI, APAE e AABB Comunidade), e outros profissionais e estudantes interessados, as seguintes atividades:
- aulas teóricas e estudos de textos;
- pesquisas, debates - discussões e avaliações.

Avaliação
O processo de avaliação visa atender ao processo de ensino aprendizagem de modo que ela se realize utilizando instrumentos diversos, assim pretendem democratizar as formas de aplicação e verificação dos conteúdos aplicados, e estruturas das aulas que favoreça as relações (professor/aluno) e o movimento dialético da avaliação.
Objetivo
Promover a compreensão e motivação aos professores de educação física e coordenadores,sua importância para uma formação de crianças cidadãos ,e a possibilidade de construção e vivencia da corporeidade e de valores de integração e sociabilidade.
Conteúdos:
Psicologia e didática esportiva:
-o que é psicologia do esporte?
-ramos da psicologia;
-motivação;
-modelação da agressividade.
Treinamento esportivo:
- princípio básico do treinamento;
- princípio da individualidade biológica;
- princípio da adaptação;
- alongamento, aquecimento e flexibilidade.
Recreação: competição, caracterizada por regras fixas, na qual sempre há a busca da vitória, sendo predominante o caráter lúdico.
Objetivo educacional: enfatizar a necessidade de o homem viver em grupo; atividades que promovam a cooperação; gincana com perguntas, adivinhações, representações, etc.
Objetivo de integração dos participantes : provas que estimulem o contato entre os participantes, provas nas quais o grupo trabalhe em conjunto; formação de figuras, monumentos, letras, e mais, com o corpo.
Tipos de gincanas:
- gincana cultural;
- gincana esportiva;
- gincana aquática;
- gincana de circuito;
- gincana da união;
- gincana mista;
- dança.
Higiene e socorro de urgência
- lições de higiene e primeiros socorros de urgência;
- perfil do socorrista;
- avaliação do acidente;
- reanimação cardiopulmonar
- fraturas, entorses, luxações, ferimentos;
- estado de choque, queimaduras, crises conclusivas;
- AVC, infarto;
- transporte (translado) de acidentados.

Período do curso:
Dias 07,08 e 09 de agosto de 2008
Carga horária – 24 horas
Manhã – 07/08/08 – das 8h às 12h, com intervalo às 10h, de vinte minutos.
Tarde - das 14h às18h, com intervalo às 16h, de vinte minutos.
Manhã – 08/08/08- das 8h às 12h, com intervalo às 10h, de vinte minutos.
Tarde - das 14h às 18h, com intervalo às 16h, de vinte minutos.
Manhã - 09/08/08 - das 8h às 12h, com intervalo às 10h, de vinte minutos.
Tarde - das 14h às 18h, com intervalo às 16h, de vinte minutos.
Encerramento do curso com a entrega do certificado.
Material a ser utilizado:
04 sacos de bolas de soprar (bexigas)
Lápis de cera (02 caixas).
Papel madeira (10 folhas).
04 baldes de plásticos.
Jornais velhos e revistas.

Ministrante do curso:
Professora ANA LÚCIA PEREIRA DAS NEVES
Registro do CREF - 002883-P/BA
Fone - (77) 3481-2856 ou (77) 9121-4053

domingo, 6 de julho de 2008

Kremesse (Olegário Mariano)

"Foi um dia de kremesse.
Depois de rezá três prece
Pra que os santo me ajudasse,
Deus quis que nós se encontrasse
Pra que nós dois se queresse,
Pra que nós dois se gostasse.
Inté os sinos dizia
Na matriz da freguezia
Que embora o tempo corresse,
Que embora o tempo passasse,
Que nós sempre se queresse,
Que nós sempre se gostasse.
Um dia, na feira, eu disse
Com a voz cheia de meiguice
Nos teus ouvido, bem doce:
Rosinha si eu te falasse...
Si eu te beijasse na face...
Tu me dás-se um beijo? - Dou-se.
E toda a vez que nos vemo,
A um só tempo perguntemo
Tu a mim, eu a vancê:
Quando é que nós se casemo,
Nós que tanto se queremo,
Pro que esperamos pro quê?
Vancê não falou comigo
E eu com vancê, pro castigo,
Deixei de falá também,
Mas, no decorrê dos dia,
Vancê mais bem me queria
E eu mais te queria bem.
- Cabôco, vancê não presta,
Vancê tem ruga na testa,
Veneno no coração.
- Rosinha, vancê me xinga,
Morde a surucucutinga,
Mas fica o rasto no chão.
E de uma vez, (bem me lembro!)
Resto de safra... Dezembro...
Os carro afundando o chão.
Veio um home da cidade
E ao curuné Zé Trindade
Foi pedi a sua mão.
Peguei no meu cravinote
Dei quatro ou cinco pinote
Burricido como o quê,
Jurgando, antes não jurgasse,
Que tu de mim não gostasse,
Quando eu só amo a vancê.
Esperei outra kremesse
Que o seu vigário viesse
Pra que nós dois se casasse.
Mas Deus não quis que assim sesse
Pro mais que nós se queresse
Pro mais que nós se gostasse".

quinta-feira, 12 de junho de 2008

MSN por Arnaldo Jabor

Sempre odiei o que a maioria das pessoas fazem com os seus MSN's.

Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do nick. O espaço nome' foi criado pela Microsoft para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo.

Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que 'Vendo Abadá do Chiclete e Ivete' é na verdade Tiago Carvalho, ou 'Ainda te amo Pedro Henrique' é o MSN de Marcela Cordeiro. Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa. Portanto, toda vez que você encontrar um nick desses por aí, pare para analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa...

'A-M-I-G-A-S o fim de semana foi perfeito!!!' acabou>> de entrar. Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona. Uma semana antes estava com o nick 'O fim de semana promete'. Quer mostrar pro ex e pros peguetes (perigosos) que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas bocas repetidas. O pior é que você conhece o casal e está no meio desse 'tiroteio', já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o nick
'Hoje tem mais balada!', tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na ex.

'Polly em NY' acabou de entrar. Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut com a legenda 'Eu em Nova York'. Por que ninguém bota no Orkut foto de uma viagem feita a Praia-Grande - SP ?

'Quando Deus te desenhou ele tava namorando' acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como 'Diga que valeuuu' ou 'O Asa Arreia' na época do carnaval.

'Por que a vida faz isso comigo?' acabou de entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.

' Maria Paula ocupada prá c** ' acabou de entrar. Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai resistir à janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o trabalho pro espaço. Com certeza.

'Paulão, quero você acima de tudo' acabou de entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas piriguetes (perigosas).

'Marizinha no banho' acabou de entrar. Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu nick para 'Marizinha bebendo água'. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas nunca tem coragem de colocar o nick 'Marizinha matriculando o moleque na natação'.

' < . ººº< . ººº< / @ e $ $ ! >> - @>>>ªªª .>ªªª>' acabou de entrar. Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado. Cuidado ao conversar: ela pode dizer 'q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX'.

'Galinha que persegue pato morre afogada' acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que tá dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e cia.

'Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro...' acabou de entrar. Sempre usa um provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido. Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está doida prá arrumar alguém pra fazer o serviçinho. 'Danny Bananinha' acabou de entrar. Quer de qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.

Bom, é isso, se quiserem escrever alguma mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções digitem uma mensagem pessoal para que seus contatos a vejam' ou melhor, fica bem embaixo do campo do nome!! Vamos facilitar!!!!

Arnaldo Jabor

domingo, 8 de junho de 2008

Paratinga comemora o Dia Internacional da Mulher

Integrada ao espírito mundial de homenagens às mulheres, a Prefeitura Municipal programou uma série de atividades para festejar a data.

A prefeita Dra. Amenaide Moreira em mensagem alusiva ao importante dia destacou trechos de poema de BETE ANGELIM entre eles:
“...O mundo é feito de diversos tipos de mulheres... Mulheres que curam com a força do seu amor... Mulheres que aliviam dores com sua compaixão... Mulheres que cantam o que a gente sente...Mulheres que fazem a gente rir...Mulheres batalhadoras... Mulheres talentosas...”

A Associação da Mulher Paratinguense também realizou sua manifestação no alvorecer com um passeio ciclístico pelas ruas da cidade, culminando com um café da manhã, na sua sede situada na Avenida Manoel Novais.

No centro das comemorações, a AABB, foi realizada uma palestra pelo Dr. José Valman, bacharel em direito que abordou o tema “AUTO-ESTIMA”.

O evento assistido por centenas de mulheres da cidade e zona rural, teve continuidade com a apresentação de vídeo produzido na cidade que mostrava alguns aspectos da mulher paratinguense, com depoimentos autênticos de cidadãs das mais variadas faixas etárias e profissões, com destaque para o depoimento de Dona Marly Leal que há vários anos exerce a função de parteira curiosa, sendo “mãe”, de grande parte das crianças nascidas na cidade nas décadas de 70, 80 e 90, quando Paratinga não dispunha de serviço hospitalar para este fim.

Hoje, mesmo aos 69 anos de idade, Marly continua o seu trabalho no Hospital Municipal auxiliando os profissionais da sala de parto.

A Prefeita Dra. Amenaide, lembrou aos presentes em sua mensagem de encerramento que se sentia feliz e honrada por ser a primeira mulher a chefiar o poder executivo em Paratinga abrindo caminho segundo ela para que outras mulheres possam doravante pleitear e disputar em termos de igualdade com os homens não só o cargo de prefeita, como outras posições dentro do contexto social.

Matéria publicada no Jornal Imagem